O Karate-do nasceu na Índia há cerca de cinco mil anos, quando o Príncipe SIDHARTA GAUTAMA observou nos movimentos de luta entre os animais, algumas formas técnicas que adaptou à condição humana, como movimentos técnicos de grande dinâmica e repletos de intenção.
Mais tarde, um monge indiano, Bodhidharma, peregrinou até à China, encontrando aí alguns monges em franco estado de debilidade. Ensinou-lhes as técnicas até aí estudadas, e desenvolveu um método de treino físico e mental, o Tai-Chi, o qual se propagou mais tarde até à ilha de Okinawa.
Apesar de sofrer várias adaptações de acordo com as necessidades dos povos de então e de ter servido as mais diversas culturas, ele foi sempre preservado no essencial.
Com a guerra a intensão base agudizou-se, tornando o movimento mais acutilante e carregando a sua trajectória de uma certa violência. Com efeito, esta foi a forma como o Karate-do foi treinado e desenvolvido durante centenas de anos.
Sendo uma prática com milhares de anos, é no entanto bastante recente a sua designação de Karate-do, assinalando assim uma data muito importante na sua evolução.
Por determinação do Imperador japonês Meiji, foram retirados da trajectória dos seus movimentos, os inimigos ou adversários que a guerra com as suas necessidades lá colocou. Para cumprimento desta determinação Imperial, foi indigitado um velho monge e professor, um dos mais conceituados Mestres daquela época: Gichin Funakoshi.
A filosofia que lhe assistia, aliada à sua riqueza técnica, permitiu que tivesse sobrevivido a todas as evoluções e revoluções socioculturais existentes desde essa época até aos nossos dias.
Karate Do














